segunda-feira, 16 de maio de 2016

Resenha: O primeiro último beijo - Ali Harris

Verus Editora ♥ 448 páginas ♥ 2016

"Você pode me fazer uma favor? 
Quebre uma regra hoje, enlouqueça, viva o momento. 
Abra seu coração. Depois, abra mais um pouco.
Ame muito, ame mais ainda. Não tenha medo de se expressar, de gritar, de ser ouvido. Diga EU TE AMO.
Aposte todas as fichas. Aposte todas as fichas no amor. Por mim. Porque eu não fiz isso. E agora não posso mais. 
Isso é tudo. 
(Mas não é o suficiente).







 Histórias que falam de amor sempre serão minhas favoritas.


Amores verdadeiros, mas não necessariamente perfeitos, que em suas imperfeições e peculiaridades criam laços belos e eternos, fazendo com que sua trajetória, tendo ela um final feliz ou não, tenha valido a pena.

Assim sempre foi o amor de Molly e Ryan.

Os dois se conheceram muito jovens ainda na escola, mas desde aquela época, Ryan, o “garoto de ouro” da cidade,atleta, educado, rico e lindo, sempre soube que Molly, a menina esquisita que não gostava muito de socializar e parecia sempre se esconder atrás de sua câmera fotográfica, era o amor de sua vida.

Começamos o livro nos dias atuais e nos deparamos com uma Molly já adulta, com 33 anos, fotógrafa bem sucedida, empacotando sua mudança para o que parece ser muito mais do que uma troca de endereço, e sim, uma grande mudança de vida. Sabemos que algo muito marcante está acontecendo, mas o que é de fato, só saberemos mais no final do livro. Vou explicar.

A estória é narrada em primeira pessoa pela protagonista em duas linhas de tempo, passado e presente, e dentro do passado, temos momentos distintos da vida de Molly.

Se em um capítulo estamos vendo sua dificuldade em dizer adeus à vida que levava e empacotar sua mudança, no capítulo seguinte acompanhamos os anos escolares dela, sem nenhuma ordem cronológica, entende? Isso por um lado me deixou bastante confusa na maior parte do livro, mas, por outro lado, ajudou a manter a curiosidade sobre o que estava acontecendo atualmente em sua vida.

Molly é uma personagem muito bem desenvolvida, tem grandes sonhos e gosta muito de traçar metas para alcança-los. Ela vive ciclos de grandes mudanças dos seus 15 até os 33 anos (que são seus anos de vida contados no livro), mas algo que parece ser a única constante em sua vida durante todo esse tempo é Ryan.

O garoto que tinha tudo para ser apenas o cara que ela deu seu primeiro (e desastroso) beijo, parece sempre encontrar um jeito de entrar em sua vida e cruzar seu caminho, até que seja inevitável que eles decidam traçar o mesmo caminho juntos.

O livro nos mostra os erros e acertos que ambos cometem em seu relacionamento e como eles os encaram.



Ao mesmo tempo em que é muito claro que o amor que os une é puro e verdadeiro, muitas vezes isto não é o bastante, a convivência no dia a dia pode ser algo desgastante que gera dúvidas cruéis sobre suas escolhas.

Molly e Ryan tem personalidades muito diferentes, ela é uma garota ambiciosa e gosta de ser independente, Ryan é mais acomodado e não vê nada de errado em ter como plano de vida ser um simples professor em uma cidade pequena, contanto que esteja sempre perto de sua família e de todos que ama.

Mas isso não é o bastante para Molly, nunca foi.

Ela quer ver o mundo, viver experiências únicas, sempre sente que está faltando alguma coisa em sua vida.

E é exatamente neste ponto, onde pessoas tão diferentes que se amam tanto tem que lutar ano após ano para encontrar uma forma de driblar estas diferenças, conseguir conciliar vontades distintas ou então abrir mão de algo, que está a beleza da estória.

“Aprendi que fazer concessões é o que une as pessoas. Ceder é partilhar e conciliar, é ser gentil, amoroso e altruísta. É abrir os braços para outra pessoa e dar um passo até o meio do caminho entre o que você quer e o que a outra pessoa deseja e sonha.”

Mas o que vale mais? Você abriria mão dos seus sonhos? Deixaria o amor de a sua vida ir embora por não achar que isso é o bastante?

A palavra que define o livro inteiro é Amor, sem dúvida.

O amor romântico e benevolente de Ryan, o amor apaixonado e cheio de dúvidas de Molly, o amor fraterno que em muitos momentos são nossa tábua de salvação na vida, o amor entre amigos que ultrapassa a barreira do tempo e dos desentendimentos, enfim, AMOR de todas as formas.

Me identifiquei muito com Ryan e sua maneira de agir diante de determinadas situações, o que me fez ter momentos de indignação e extrema antipatia por Molly quando ela tomava atitudes que para mim eram absurdamente erradas e egoístas, mas chegou um momento em que passei a entendê-la um pouco mais e ver o quanto estas diferenças tornava-os tão completos e certos um para o outro.

A cada capítulo que passava me doía saber que por algum motivo ela e Ryan não estavam mais juntos, procurei nas entrelinhas por pistas que não encontrei, frases que “entregassem” um pouco mais sobre os dias atuais deles e o motivo de Molly estar sozinha e se referir a Ryan somente no passado, mas foi tudo sem sucesso, o mistério é mantido até lá pelas últimas cento e poucas paginas do livro. E aí, minha gente...foi só choro.

Sofri tanto, mas tanto com o final da leitura, que eu precisava parar, respirar fundo, ir até a cozinha tomar água e tentar assimilar e aceitar tudo que estava acontecendo.

O primeiro último beijo é muito mais do que um livro bonito (aliás, que edição maravilhosa, a capa é apaixonante) e muito bem escrito, é uma lição de vida.

A autora conseguiu com extrema delicadeza, mas de forma muito intensa me fazer refletir sobre o perdão, o valor da família em nossas vidas, o quanto muitas vezes focamos em objetivos altos e muito a frente e deixamos de viver momentos da felicidade no “aqui e agora” e o quanto isso pode nos fazer falta um dia.

Um livro recheado de personagens muito reais que agem de forma muito humana e realista, errando, acertando, amando, sentindo ciúmes, inveja, raiva, alegria,medo e uma trama principal recheada com uma dose certeira de melancolia e drama, fizeram O primeiro último beijo já entrar para a lista dos favoritos do ano, quiçá da vida.

Muito obrigada a Verus Editora por me confiar uma estória tão linda para ser lida e contada aqui pra vocês, foi uma grata surpresa que me fez muito feliz.

Espero que tenham curtido a resenha, façam um favorzão a vocês mesmos e LEIAM este livro, tocará seus corações de uma forma muito especial, eu garanto!


Beijinhos,

♥Alice♥

quarta-feira, 4 de maio de 2016

TAG: Meu voto é Sim

Oi, gente!
Aqui estou eu, com mais uma Tag para responder pra vocês!
Esta tag é criação do blog “Diário dos livros” e achei-a super criativa e divertida.
“Bora” ver minhas escolhas?


1. Meu voto é sim: um livro em que você torce muito para que tenha uma adaptação para o cinema.


Merece e parece que SIM, está confirmado que vai virar filme, o que me faz surtar de alegria!
É uma das minhas séries/ trilogias favoritas, e enquanto lia ficava imaginando aquele mundo criado pela Kiera e sonhando em poder vê-lo na telona um dia.
Dreams come true, baby! ;)

2. Meu voto é não: um livro que você tentou e tentou, mas não conseguiu gostar.



Já aviso que não, ainda não desisti dele, vou tentar lê-lo até o final, embora ele me dê muito sono e eu sempre acabe dormindo com ele caído na cara.


3. Meu voto é sim: uma série ou trilogia que deveria ser mais conhecida.


A série “Runaway Train” da Katie Ashley


Ela tem uma pegada bem picante, quase erótica, mas eu gosto muito, mesmo não sendo meu estilo favorito de romance.
Já está no terceiro livro (cada um foca em um músico da banda Runaway Train) e até agora adorei todos.


4. Meu voto é não: um livro que você leu ou comprou pela capa, mas a estória não foi tão boa quanto imaginava.



Resposta fácil esta, já que comprei no momento que vi aquela edição maravilhoooosa e assustadora na livraria.
Acabou que a estória mesmo não me agradou tanto, to esperando pra ver se no cinema ficará bacana (curti bastante o trailer).


5. Meu voto é sim: o próximo lançamento mais aguardado por você.


Seguindo como já disse lá em cima na primeira resposta, AMO o universo de “A Seleção” que Kiera criou, não curti muito A Herdeira por achar a personagem principal a maior chata to universo, mas tenho esperanças que no livro final as coisas melhorem.


6. Meu voto é não: um livro que você estava lendo ou vai ler e levou spoiler.



Levei um spoiler bem grande com ele, mas, como já o estava achando muito parecido com outro livro que já tinha lido, acabei não passando muita raiva com isso.


7. Meu voto é sim: um livro que não importa quantos anos passe, sempre vai ser seu queridinho.


Já faz 16 anos que o li pela primeira vez e nenhum outro livro de suspense conseguiu tirar ele do primeiro lugar no meu coração.
Com uma trama maravilhosamente criativa e amarrada, o livro te prende do início ao fim e ainda termina a estória com chave de ouro em um final arrebatador de cair o queixo.
Sidney Sheldon é o melhor!


8. Meu voto é não: um livro que te deu uma lição de vida.


Tendo como tema central um assunto super delicado e pouco explorado na literatura juvenil (o suicídio), este livro me fez pensar em todas as atitudes e formas que lidamos com quem está a nossa volta e o quanto isso pode afetar o futuro de alguém.
Vale muito a leitura.



Gostaram das minhas escolhas?

To curiosa pra saber quais seriam as escolhas de vocês, então vou marcar alguns blogs amigos aqui pra ver se eles topam responder:







Beijinhos,

Alice