terça-feira, 29 de março de 2016

Resenha dupla: Meu Romeu & Minha Julieta - Leisa Rayven


Meu Romeu e Minha Julieta foram os dois primeiros livros que li em 2016, e da demora em postar as resenhas, e já explicarei o motivo,foi um belo começo de ano literário.

Desde que comecei a elaborar a resenha deles, vi que seria muito difícil escrever sobre Minha Julieta, que é o segundo livro da duologia, sem correr o risco de soltar algum spoiler. Sendo assim, tive a ideia de fazer uma resenha única para os dois livros, espero que vocês curtam este novo formato de post!


Meu Romeu começa nos apresentando Cassie Taylor, uma jovem atriz que acaba de ser escolhida como protagonista de uma peça na Broadway, o que sempre foi o maior sonho de sua vida.

Seria um sonho, aliás, se seu par romântico na peça fosse qualquer outro ator, menos Ethan Holt, famoso ator, adorado por todas as jovens do mundo e...seu ex namorado que partiu seu coração.

Encontrar Ethan agora, depois de 3 anos separados, acaba sendo mais difícil do que Cassie esperava, e o fato de ele ter desarmado-a totalmente dizendo que a quer de volta torna tudo mais difícil.

O livro acontece em dois momentos distintos, ao mesmo tempo em que acompanhamos a luta atual de Cassie ao tentar conviver com alguém que a machucou tanto, temos acesso a suas lembranças antigas, desde o dia em que conheceu Holt na escola de teatro, há seis anos.

Foi muito fácil para mim me identificar com Cassie e entendê-la, uma garota super romântica, divertida e espirituosa, mas que ao mesmo tempo é tímida e  cai de amores por um bad boy completamente apaixonante com seu ar misterioso de “não ligo pra nada porque não preciso, sei que sou o máximo, sabe? Kkkk

Só que Holt é mil vezes mais complexo que isso, existem muitos motivos para ele ser tão armado e arisco em seus relacionamentos, mesmo ele se encantando cada vez mais por Cassie, de alguma forma ele sempre acaba destruindo tudo, sempre reage racionalmente e nunca segue seu coração, e no processo, vai tornando-a uma garota diferente, mais triste e amarga.

Os capítulos que nos contam mais sobre o passado deles foram os meus preferidos, devorei o primeiro livro querendo chegar ao clímax onde o relacionamento deles ultrapassou o limite de todas as burradas que Holt já tinha feito antes, queria muito saber o que tinha acontecido, por isso fui voaaaando comprar o segundo volume.

Outro ponto positivo da narração ter duas linhas de tempo distintas é que a autora conseguiu tornar muito aparente para nós leitores o quanto os dois personagens evoluíram com os anos, e o quanto o fato de terem se magoado tanto influenciou para que eles encontrassem uma forma de se reinventar e seguir em frente com suas próprias escolhas, enfrentando seus medos, fazendo besteiras ou até mesmo ignorando a situação.

Os personagens secundários não deixam nada a desejar e trazem até um pouco de leveza a uma estória que em muitos momentos é de partir o coração.

Já no segundo livro, Minha Julieta, encontramos um Holt completamente mudado.

 Depois de vários acontecimentos marcantes no final do primeiro livro (que eu obviamente não posso contar quais foram), Holt tenta encontrar uma forma de mostrar a Cassie o quanto está mudado, e com isso, fazê-la acreditar que eles ainda podem ter um final feliz.

Os dois livros são inteiros narrados por Cassie, mas um diferencial muito bacana no livro dois foi o surgimento de diários que Holt escreveu durante todos aqueles anos em que estiveram juntos e até depois, lê-los nos ajuda a entender muito mais as perturbações que tanto o afligiram durante todo aquele tempo.

A trama toda foi muito crível e pé no chão no meu ponto de vista, todo o drama que eles passam não é nada absurdo e trágico demais ao ponto de pensarmos “ahhh que exagero, a vida não é assim”, é tudo muito possível, as inseguranças, os medos, os traumas, as crises de ciúmes e até mesmo a paixão muitas vezes desmedida, são coisas que todos já passamos ou um dia iremos passar, e por isso, esta experiência foi tão legal e verdadeira pra mim.

A leitura dos dois livros flui muito bem e recomendo muito para quem esteja afim de ler um romance com personagens extremamente cativantes que tem uma estória bacana com uma pegada grande de realidade para nos contar.

Beijinhos,

Alice


quarta-feira, 16 de março de 2016

5 filmes pouco conhecidos escondidos no Netflix

Oi, gente!

Estes dias estava eu assistindo nosso querido Netflix, quando me dei conta de que a maioria dos comentários que vejo recomendando filmes de lá em blogs e redes sociais são de lançamentos, mas tem tantos filmes bacanas mais antigos que as vezes não conhecemos e passam despercebidos por nós, o que é um absurdo! Kkk


Resolvi então fazer uma listinha rápida pra vocês com alguns dos títulos “escondidos” no netflix que eu mais amo e que acho que vocês também podem curtir! Não são necessariamente filmes premiados, aclamados pela crítica ou algo assim, são apenas escolhas baseadas no meu gosto pessoal, ok!? Bora conferir?



The 60”s

Filme de 1999 que trás a minha atriz favorita dos anos 90, Julia Stiles!

O filme não recebeu criticas muito boas por ser considerado um retrato superficial da juventude dos anos 60, mas eu o adoro exatamente por este motivo, além de contar fatos importantes da história de uma maneira leve, o filme traz uma trilha sonora magnífica que me fez desejar fortemente ter vivido nesta época hippie. 










Geração Prozac

O filme de 2001 é baseado no romance de Elizabeth Wurtzel, que relata o drama de sua vida ao ter que conviver com a depressão e todo o sofrimento que a doença causa ao doente e a todos q sua volta.

Com um relato cru e muito real, o filme nos mostra várias situações onde Lizzy vai minando seus relacionamentos com todos que a amam e as consequências que seu comportamento autodestrutivo causam na sua vida.

Com uma atuação incrível da maravilhosa Christina Ricci no papel principal, o filme ainda trás outros grandes nomes como Jessica Lange e Michelle Williams que abrilhantam ainda mais a trama.




Um filme importante de ser visto, sendo que até hoje a doença é muitas vezes mal compreendida.











A Burning Passion: The Margaret Mitchell Story 

É um filme biográfico (adoro) feito para tv que conta sobre a vida da premiada escritora de novela, Margaret Mitchell, que chegou à fama quando ela escreveu o clássico "E o Vento Levou" (1939).

Shannen Doherty (nossa queridinha Brenda de Barrados no baile) interpreta o papel principal.











No mundo da lua

Primeiro filme estrelado pela super atriz Reese Witherspoon quando ela tinha apenas 14 anos!

O filme é um romance delicado e muito lindinho, onde mostra uma menina descobrindo as dores e as delícias do primeiro amor.

Com um final bem inesperado e surpreendente, era um dos meus filmes favoritos na infância, provavelmente infantil demais para eu curtir hoje em dia (ainda não tentei revê-lo), mas que certamente agradará quem gosta de filmes na vibe de “Meu primeiro amor” com Macaulay Culkin.







Caindo na real

Cheios de referências da cultura pop, o filme de 1994 trás o dia a dia de um grupe de jovens nos seus 20 e poucos anos tendo que lidar com o amadurecimento, decisões importantes e uma forma de fazer a transição da juventude para a vida adulta.

O filme que trás Winona Ryder como protagonista é puro entretenimento, não espere um filme profundo ou complexo, ele é simplesmente uma comédia romântica bacana e bem fiel a juventude nesta fase “pós- faculdade”. Eu adoro!







Gostaram das dicas?

Já assistiram a alguns deles ou a todos? 

Me contem aí, e se tiverem dicas de filmes para me dar por favor, deixem nos comentários que vou amar!

Beijinhos,

Alice

segunda-feira, 7 de março de 2016

Resenha: Red Hill - Jamie McGuire

Verus Editora ♥  350 páginas ♥ 2015

Você sobreviveria a um apocalipse zumbi? Qual seria sua reação ao se ver da noite pro dia cercado pelo caos sem ter pra onde fugir? Você iria atrás de quem você ama ou seguiria sozinho?

Estas são algumas dúvidas que o livro já nos joga na cara logo de início.

Em uma sexta-feira, os Estados Unidos se veem tomados por um surto apocalíptico e através da narrativa de 3 personagens diferentes acompanhamos a trajetória de algumas pessoas que tentam a todo custo sobreviver.

Scarlet, uma técnica em radiologia que acompanhou o início do surto bem de perto dentro do hospital em que trabalha, precisa ir atrás de suas duas filhas que tinham ido passar o final de semana fora com o pai.

Scarlet não desistirá em nenhum minuto de tentar achar suas filhas, qualquer um que tentar impedi-la será tirado de seu caminho.

Nathan precisa salvar sua filhinha Zoe, já que sua mulher os abandonou deixando-os à própria sorte.

Por fim, conhecemos Miranda, uma jovem que acompanhada por sua irmã e seus respectivos namorados veem como sua única chance de salvação conseguir chegar até a casa de verão do seu Pai, um lugar afastado e de difícil acesso onde ficarão seguros, o rancho Red Hill.

Cada um dos três personagens principais tem sua estória bem desenvolvida no livro e a particularidade de cada uma delas é trabalhada sem pressa. É bem bacana ver os caminhos que a autora cria para que suas jornadas se entrelacem em um determinado ponto.

Nathan foi claramente o personagem principal que mais me cativou e os capítulos narrados por ele foram os meus favoritos.

A interação dele com sua filhinha Zoe é muito legal e vê-lo tentando criar uma realidade menos sofrida para ela é bem tocante. Aliás, a única coisa que me incomodou um pouco na trama deles foi o fato de que fiquei esperando a autora desenvolver melhor os problemas de Zoe, que a todo momento parecia que entraria em colapso, mas são ameaças que se desfazem durante a leitura e nunca ficamos sabendo claramente qual era o problema da menina.

Scarlet é uma personagem que comecei gostando bastante, no início do livro durante o desespero inicial pela sobrevivência ela foi quem mais se destacou, mas depois só passei raiva com suas atitudes muitas vezes egoístas e sem sentido.

Miranda também é uma personagem que estava sendo bem desenvolvida até o momento em que conseguiu chegar em Rede Hill, a partir daí, parece que a autora transformou-a em uma adolescente mimada, o que tornou-a uma personagem sem muito sentido na estória.

Alguns dos personagens secundários eram muito mais interessantes que ela, como Skeeter, cunhado de Nathan que tem um papel bem interessante no livro.

Embora eu prefira livros que tenham uma pegada de terror bem mais pesada, gostei da forma que a autora escolheu para abordar o tema, o enfoque na parte mais humana dos personagens foi interessante, mas esperava que suas tramas fossem desenvolvidas de uma forma bem diferente das escolhidas pela autora.

No final do livro tudo parece que se torna um YA bobo, ela tenta criar romances de uma hora pra outra, quando você quer é ver aonde toda aquela loucura pela sobrevivência vai levar.

A parte romântica não me convenceu e quando alguns personagens específicos morrem fiquei até meio alegre por finalmente acabar o mimimi.

O final não me agradou, parece que comecei o livro de forma eletrizante e super dinâmica e acabei-o pensando: “Que M.... é esta que está acontecendo?”.

A edição do livro está muito bem feita, adorei a capa, os capítulos são bem distribuídos e não ficam cansativos, as páginas são amareladas com a fonte boa.

Vou querer ler os próximos livros porque quero acreditar que as escolhas finais sem sentido dos personagens serão mais bem trabalhadas lá na frente.


Red Hill é um livro bom se você não curte muito terror e quer se arriscar a começar a ler algo do gênero, mas se você curte uma boa matança sem medo de algo mais pesado são grandes as chances de você achá-lo bobo e sem graça.